Martha Tiemi Murazawa

Olá. Meu nome é Martha Tiemi Murazawa.

Projeto Histórias - Tiemi MurazawaVou contar minha vida no softbol! São quase 30 anos de amor a esse esporte. Já fica um alerta de textão!!

Minha carreira no esporte começou por influência do meu avô, pai e irmão. Meu avô morava no Japão, próximo a um campo de beisebol em Aichii. Em 1989 meu pai colocou meu irmão mais velho no beisebol no clube São Paulo Giants. Na época ele tinha 5 anos, e eu, 3 anos, o acompanhava nos campos, brincando de areia. Entrei pro time de beisebol aos 5 anos, treinava com os meninos porque no clube não tinha o softbol para a minha idade

Projeto Histórias - Tiemi MurazawaAos sete anos, começaram a aparecer mais meninas da minha idade, foi então que apareceu os responsáveis pelo meu conhecimento e desenvolvimento no softbol, meus senseis Taketomi Higashi e Massaru Irikura. Não foi preciso muito para me convencer a jogar softbol. O problema maior foi convencer a minha mãe a me deixar jogar. Ela queria que eu fizesse balé, odori (dança japonesa), vôlei, natação, tudo menos softbol. Mas, não deu muito certo, meu pai me levava pro campo “escondido”, às vezes falava que só ia deixar meu irmão no Giants e voltar, mas no final eu ficava e voltava marrom de terra.

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Os senseis Higashi e Irikura eram técnicos das categorias mais velhas. Mas sempre estavam ali nos ajudando a treinar. Quem nos treinava mesmo era a tia Cecilia e uma outra sensei que não me recordo o nome. Na época não tinha a categoria T-Ball, então a gente ia jogando aonde dava e quando faltava. Lembro que eu, a Nilze Higa e Erika Higa éramos muito pequenas. Então, sensei Higashi sempre falava para a gente entrar de Pitch Hitter, ficar bem agachadas, não girar o bata para ver se a gente ganhava um Walk. Morria de medo da Elayne Simon, Mika Someya e Marianna Kume. A gente era 1 ou 2 anos mais novas, mas elas já pareciam umas gigantes no pitcher plate.

Projeto Histórias - Tiemi MurazawaMeu primeiro campeonato como titular foi o Primeiro campeonato Brasileiro Mirim, acho que em 1995, la no campo ecológico. Eu joguei de Right Field. A Nilze Higa era Left e acho que era a Lu Aquinoga de Center.  Se eu não me engano a gente foi campeão. Acho que foi uma única bola no Right-field. O santo era forte viu. Peguei essa aí e ganhei o meu primeiro troféu da vida. Melhor Jardineira Direita. O nome próprio já diz, só fiquei brincando na terra mesmo.

Projeto Histórias - Tiemi MurazawaEntraram mais meninas no time e formamos o grupo de Infantil (84,85) e mirim (86,87)! As senseis começaram a nos testar em outras posições e fui parar no Catcher pq não tinha habilidades nenhuma para arremessar. E fora que todo mundo virou pitcher. A Nil, Erikinha, Jamile. Juntaram tantas meninas na época que tínhamos 1 time completo de 86 e quase completo de 87.

Projeto Histórias - Tiemi MurazawaComo eu era muito miudinha, todo mundo conseguia roubar bases. Até aquelas que tropeçavam no meio do caminho, conseguiam ficar safe. Brincadeira. Não é pra tanto. Mas eu lembro que eu odiava jogar contra o Blue Jays só por conta do sensei Mitsuo Kirihara. Entrava um runner, ele já ficava me provocando. Assim que a pitcher arremessava, antes mesmo de soltar a bola ele ficava la gritando “Vaaaai” pras corredoras dele. E quando eu entrava para rebater, ele colocava o outfield dele todinho dentro do infield. Chamava todo mundo pra frente. Ahhh que ódio. Girava o taco com tanta força, mas não adiantava nada. Nunca passava do infield. Mas graças as nossas pitchers que ficaram super boas, a gente chegou a ganhar vários torneios e campeonatos. Cheguei a ganhar meus trofeuzinhos de melhor catcher.

Não lembro muito bem o ano, mas a minha alegria de jogar de catcher chegou ao fim. A Sara Yamamoto veio de Maringá para jogar pelo Giants. E ela sim, jogava muito! Morria de medo dela. Ai, tive que jogar no infield. Virei terceira base. Nesse ano formamos nosso Timão ficamos muito tempos juntas. Ganhamos vários campeonatos com esse time! Ainda mais que na época a categoria mirim/infantil ia até 12 anos.

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Em 1999, nosso time teve mais uma reestruturação, uma galera saiu do Cooper e veio para o Giants. E mais uma vez, a fraquinha aqui perdeu a posição. Bianca Watanabe entrou para o time. Mas não tinha como. Ela era minha ídola. Jogava muito! Desde quando ela era do Cooper, ficava com raiva porque ela ganhava as premiações de terceira base. Comecei a imitar tudo que ela fazia. O jeito de bater, de arremessar, de correr (que não adiantou em nada, continuei correndo devagar) até o jeito que balançava o cabelo. Então ela virou a nossa terceira-base e eu fui para Inter-bases.

Projeto Histórias - Tiemi MurazawaNão deu nem tempo para me acostumar com a posição, em 2000 a minha outra idola veio para o time. Juliana Shibata, Guga, também do Cooper. E mais uma vez fui realocada. E dessa vez, foi aonde me fixei e joguei ate um tempo atrás na Segunda-Base. Nesse mesmo ano fui convocada para a seleção da Capital. Achei o máximo poder jogar com meninas que eu era Fã! Foi um time de 85 e 86. Ganhamos por 2 anos seguidos o Campeonato interseleções.

Em 2001 fui convocada para a minha primeira seleção. Campeonato Sul-Americano Junior que aconteceu no campo do Nippon Blue Jays. Nosso time era o Máximo! Éramos tão fortes que colocamos a meta do campeonato não tomar nenhum ponto no torneio inteiro. Uma pena, ganhamos o sul-americano mas, acabamos cedendo 1 único ponto na final do campeonato, não me lembro para qual país.

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Em 2002 fomos para o Equador para mais um Sul-americano. Esse time foi mega especial. Foi uma seleção só de 86! Ganhei um troféu de melhor defensora interna Sul-americana. Ai comecei a tomar gosto do negócio mesmo! Comecei a me achar o máximo, achava que jogava muito, e nada melhor que dar um banho de água fria para quem se achava demais. No mesmo ano, teve um campeonato categoria Adulta no Brasil de grande escala na época, o ODESUR. As seleções Adulta e Junior sempre se concentravam no mesmo campo. E as meninas mais velhas me odiavam. Queriam passar rasteiras, dar boladas porque eu era muito zueira e folgada.

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As tias Mirtes Ariki e Ruth Suzuki sempre chamavam a minha atenção, chegaram a me advertir e reportaram a minha mãe pelo péssimo comportamento. Em um dos treinos torci meu pé numa brincadeira, as tias deram muita bronca e fiquei de castigo o final de semana todo, mais uma vez meus pais foram reportados pelo comportamento. Por tudo isso, eu fui cortada da seleção Adulta. Fiquei muito chateada, passada com tudo. Me revoltei, falei um monte para meus pais. Fiquei mais triste ainda porque algumas meninas da seleção junior, Nilze, Tchak, Sarinha Yamamoto, foram convocadas. Foi ai então que passei a mudar minhas atitudes. Percebi o quão inconveniente estava sendo.

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Em 2004 fui convocada para a minha primeira seleção adulta na Colômbia. Mas fui como reserva de segunda-base. Tive a grande oportunidade de jogar com excelentes jogadoras. Na época comecei a treinar muito com a Rebecca e Maritza, 4x/semana, fazia academia, enfim, deu resultado. Consegui uma estrutura física melhor que me proporcionou manter como uma das 3 melhores rebatedoras do campeonato.

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Em 2006 tive um dos momentos mais marcantes. Fomos para a Venezuela. Um dos campos era imenso. O muro era tão alto que as pessoas assistiam de cima do telhado de suas casas sobradas! E lá, bati meu primeiro Home-run internacional. E o mais marcante de tudo isso, do tamanho do campo, da altura do muro, foi que assim que eu pisei no Home Plate e entrei no Bench para cumprimentar minhas amigas, a arquibancada inteira, cheia de venezuelanos começaram a gritar pelo meu nome. “Maaaartha, Maaaartha, Maaaartha” até eu sair do bench e dar um tchauzinho a eles! Então toda a vez que eu entrava para rebater, a torcida gritava meu nome!! Me senti a maior celebridade. Haha

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Rumo ao Pan 2007! Esse era o sonho de todas as atletas. Como os Jogos Pan-americanos foram no Rio de Janeiro, estávamos muito ansiosas para participar. Treinamos muito. Tiveram vários cortes na seleção. Uma mistura de alegria que voc ainda estava no time, e tristeza por aquelas que foram cortadas. Lá no Pan, aquela novidade toda! A vila olímpica, os atletas todos juntos, os famosos no mesmo elevador. Uma sensação indescritível. A abertura dos jogos, dentro do Maracanã, sensacional! Mas, ai vieram os jogos.

Projeto Histórias - Tiemi MurazawaO Primeiro amistoso que marcamos foi contra Cuba, a Nilze tava machucada do ombro, tinha deslocado alguns meses antes do campeonato, a Yuki Someya estava com a perna machucada. Não víamos a hora que acabasse o jogo. Tomamos uma lavada fenomenal! Coitada da Simone Miyahira teve que jogar de pitcher sendo que não arremessava há uns 2 anos ou mais para ver se conseguíamos fechar o inning. Meu Deus, que vergonha.

Começaram os jogos oficiais do campeonato com uma tabela de chuva. A nossa esperança de ir para a segunda fase foi águas abaixo com essa tabela. Pegamos de cara Estados Unidos e Cuba (de novo).

Projeto Histórias - Tiemi MurazawaO jogo dos Estados Unidos foi impressionante. Perdemos o jogo de 7×0 (called game no 5 inning). Jennie Finch estava no pitcher. Ela deu 14 Strike outs!!!! E adivinha só que não comeu um sanshin!?!? EU!!!!!! Tudo bem que bati uma rasteirinha sem vergonha e fui out no First-base, mas… Não comi sanshin!!!!!! E o jogo contra Cuba, jogamos muito bem, mas não deu certo, perdemos de 2×0 ou 3×0 (Pelo menos não foi igual ao amistoso).

Nesse campeonato percebemos o quão inferior a gente era perante os países da America. Nos campeonatos juniors ganhávamos com facilidade, metas de não tomar pontos mas, como sempre falei para todas as meninas da seleção, “se preparem porque o Adulto é beeem diferente!” Não triscávamos na bola! Eram muito rápidas. Eram impressionantes.

Projeto Histórias - Tiemi MurazawaNo início de 2008, a Mika Someya trouxe o time do Denso do Japão para passar 2 semanas no Brasil. Montamos 2 seleções para jogar. Algumas meninas foram selecionadas para passar 1 semana treinando em Ibiúna com o time do Denso. Meu Deus, e eu achava que treinava bastante. As novinhas, Kohais, sempre se esforçavam mais, treinavam mais, treinavam sozinhas, acordavam mais cedo, dormiam mais tarde. Era impressionante como as mais velhas, Sempais, tratavam as kohais.

Mesmo as kohais que jogavam melhor que as sempais, treinavam muito mais do que o treino usual. Uma vez, a capitã do time foi treinar batting, Front-toss (arremessado pela frente), a pitcher era uma kohai e já tinha arremessado para o time todo, e mesmo assim tava lá se esforçando, simplesmente a capitã deu-lhe uma bronca falando que ela (pitcher) por estar cansada, estava estragando o batting dela (Capitã). A pitcher saiu de lá, ficou sozinha a noite, depois de todo o treino, arremessando mais bolas para melhorar. Aprendi muito com elas, sou muito grata a todas.

Tivemos um período sem campeonatos internacionais. Algumas meninas foram para os Estados Unidos para jogar. Outras pararam por diversos motivos. E então o grupo se desmanchou.

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Em 2010 ou 2011, o técnico da Vivian Morimoto e Simone Suetsugu, Sr. Carlos Caro, me convidou para jogar nos EUA. Fiquei muito dividida. Conversei com muitas pessoas principalmente com meu sensei Higashi, que sabiamente me orientou. Na época já era formada na faculdade, já estava na segunda pós-graduação e tinha iniciado o Mestrado. Tinha começado a namorar o homem que hoje é meu marido, Eduardo Kati. Todas as pessoas me deram o maior apoio para qualquer decisão que tomasse. Mas todos disseram a mesma coisa. “Se for para agregar aos seus estudos, vai fundo. Mas se for para regredi-los, pense bem!”.

Projeto Histórias - Tiemi MurazawaFoi então que eu recusei a oferta. E essa sempre foi, a partir de então, a minha resposta para todas as meninas que me perguntam se deve ou não ir jogar no exterior. Muitas vezes me arrependo de não ter ido. De ter vivido um sonho que sempre quis, mas a maioria das vezes dou graças a Deus que fiquei, assim, pude terminar meus estudos, abrir minha empresa, e me casar com aquele que sempre me incentivou a jogar.

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Em 2011, a seleção adulta se juntou mais uma vez. Mas dessa vez, caras diferentes, idades diferentes, tudo diferente inclusive meu cargo. Foi a primeira vez que participei da seleção como CAPITÃ! Senti muito a pressão na época mas, graças a outras meninas que estavam  junto, Camila Silva (nega), Barbara Woll e Ayumi Shiroma, conseguimos tocar a seleção numa boa! Nesse campeonato consegui mais uma vez o prêmio de melhor defensora interna sul-americana.

De lá para cá passamos por muitas outras seleções e em cada uma delas nosso time foi se fortalecendo, unindo e começamos a obter várias conquistas marcantes.

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Participamos do Mundial em Oklahoma, nos EUA em 2012; Classificatória para os jogos Pan-Americanos em Porto Rico em 2013, torci meu pé no jogo decisivo contra o México, quem ganhasse estaria classificado, esse jogo estava marcado para as 9h da manhã e devido a chuva fomos jogar as 22h da noite, e entre idas e vindas do hotel, o mais engraçado era a delegação do Peru nos seguindo para assistir desde as 8h até o termino do jogo as 23h.

Nos classificamos pela primeira vez para os Jogos Pan-Americanos do Canadá 2015. No caso do Pan do Rio 2007 tivemos a participação por ser a sede do campeonato. Sul-americano na Colômbia em 2014, conseguimos levar a taça pela primeira vez na categoria Adulta.

Projeto Histórias - Tiemi MurazawaE mais uma Vez, Rumo ao Pan de 2015! Mais um sonho realizado! Os jogos foram em Toronto, no Canadá. Mais uma sensação indescritível! Creio que chegamos no ponto mais alto da história do Softbol Brasileiro. Tiramos as equipes de República Dominicana e Cuba da corrida pela medalha. Conquistamos a 4ª colocação nos Jogos, chegamos a ficar a frente no placar na disputa da medalha de bronze, mas acabamos perdendo de virada para Porto Rico. Nesse ano, cheguei ao auge da carreira no softbol e consegui conquistar o PRÊMIO BRASIL OLÍMPICO 2015 pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Em 2016, tivemos uma participação impressionante no Campeonato Mundial em Surrey, no Canadá. Por diversos motivos, nosso time de 17 atletas acabou tendo que viajar com 12!  Todas tiveram a participação impressionante. Não teríamos conseguido o resultado se não fosse o esforço de cada uma, que deu o gás todo, todos os dias, todos os jogos. Torcemos tanto que a torcida estava sempre conosco vibrando pela nossa alegria. Com esses dois grandes resultados obtidos, Pan 2015 (4º colocado) e Mundial (12º colocado) conseguimos elevar o nível do softbol brasileiro para o melhor Rank da história 11º Colocação.

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Em 2017, depois de muita conversa com sensei Higashi e sensei Barão, decidi que seria minha despedida da seleção do softbol. Jogamos na República Dominicana a classificatória para os Jogos Pan-americanos de 2019. Infelizmente não conseguimos o resultado esperado, mas fiquei muito surpresa com o desempenho de cada uma das jogadoras graças a ajuda da nossa médica Dra. Karina Hatano, que dessa vez pode nos acompanhar e não mediu esforços para nos atender, inclusive nas madrugadas, e a ajuda e orientações da nutricionista Denise Kunitake.

Confesso que senti um vazio quando as meninas foram para o Sul-americano em 2018 e eu fiquei aqui. Parte de mim queria muito estar com elas. Fiquei muito orgulhosa com cada uma porque arrasaram e deram super conta do recado.

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Foram 16 anos representando a seleção brasileira e seis anos sendo a Capitã. Nunca achei que chegaria a hora de parar. Porque na minha cabeça, não existia um limite para isso. Mas para jogar em um nível internacional são inúmeros desafios: lidar com a competitividade, se esforçar fisicamente, superar limites, suportar a pressão psicológica, adquirir uma alimentação balanceada, enfrentar a frustração, treinar durante horas seguidas, ter disciplina, desenvolver controle mental, mudar hábitos, se recuperar de lesões, manter a motivação, renunciar momentos com amigos e família, tolerar a dor e se dedicar de forma extrema.

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Esse ano, 2019, fui convocada pelo sensei Barão para participar da seleção pré-olímpica em Surrey, no Canadá e para a minha surpresa, fui convocada pelo sensei Marcelo Missaki, Indião, para ser sua Auxiliar técnica no Campeonato Mundial sub-19 na Califórnia, nos EUA. Fico muito grata por todo respeito e reconhecimento que todos têm pela minha pessoa. Mas fui obrigada a recusar as duas ofertas pois decidi seguir com minha vida pessoal. Estou grávida e se Deus quiser, meu filho(a) será tão sucedido na vida quanto eu fui.

O Softbol, com certeza, faz parte da minha vida! Tudo que sou e que conquistei foi graças ao que o esporte me ensinou, a ter disciplina, organização, foco, fé, frustrações e alegrias, saber enfrentar os problemas e não os deixar de lado, aprendi a perder e vencer. Sempre fui grata as meninas e aos senseis que me inspiraram e motivaram a continuar a jogar. Sensei Higashi e Barão, Marcinha (minha eterna capitã), Simone Miyahira, Livia Nakayama, Vivian Morimoto, Simone “Ninjja” Suetsugu, Guga, Chabi, Nilze, Mika, Ana Lícia, Malu Kokubo, Sara Silva… entre outras meninas que sempre foram meus exemplos! E assim como tive meus exemplos de vida, espero, que de alguma forma, tenha contribuído para a evolução de outras atletas.

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Agradeço muito por todos que tiveram participação na minha vida. Que seja uma mínima participação, tenho certeza que não teria conseguido chegar aonde cheguei sem a ajuda de vcs. Mães, pais, senseis, amigos, todos aqueles que nos apoiaram ou até mesmo aqueles que não, nos fortalecem sempre.

Obrigada a minha Família que sempre me apoiou independente da situação.
Obrigada Samy pela oportunidade de contar a minha História.

Galeria de foto:

(Fotos: arquivo pessoal da jogadora)