Marlizia “Nena” Ogata

Projeto Histórias - Nena OgataOlá, eu sou a Marlizia Ogata, mais  conhecida como Nena, sou filha de Goro Ogata, técnico de maior reconhecimento do Brasil na década de 1990. Filha com muito orgulho.

Desde os seis anos eu vivi dentro do campo do softbol. Como meu irmão e as minhas irmãs já jogavam eu ia junto com eles para o campo. Quando eu era T-ball eu já jogava no mirim, e sempre treinava na categoria a cima. Eu treinava todos os dias na minha casa com minhas irmãs. Eu tinha que jogar cinco caixas cheias de bolas na tela, tentando acertar o alvo, se não jogasse certo aí aumentava o número de acertos que precisava fazer.

Projeto Histórias - Nena OgataEu agradeço muito a tudo isso, já que foi por todo esse esforço que eu consegui ganhar o prêmio de melhor arremessadora do Brasil em todas as categorias que joguei, ou seja, do infantil ao adulto.

Projeto Histórias - Nena OgataTudo o que sei sobre o softbol eu aprendi com meu querido pai. Ele tem fama de bravo, mas é porque ele era bem exigente, mas ele sabia que cada um podia da mais do imaginava que podia. Ele foi o início de tudo, com ele o time de Maringá teve muitas vitórias. Meu pai foi melhor técnico campeão Adulto, tricampeão Brasileiro Juvenil, tricampeão Junior, tetra campeão paranaense juvenil, tetracampeão paranaense Junior, isso no período de 1990 a 1993. E ainda muito mais, mas não lembro direito, mas os 10 anos que estava junto, ganhamos nove brasileiros, A sede do softbol maringaense, que fica na ACEMA, fez seu nome na época graças ao nosso esporte.

Projeto Histórias - Nena OgataO movimento  de arremesso conhecido hoje como molinete, foi o meu pai Goro Ogata que também trouxe para o Brasil e minha irmã Marilza foi quem começou a usar essa técnica através de muito, muito esforço e treino.

Eu também fui arremessadora e para ser uma boa eu treinava todos os dias, era bem puxado, mas valeu a pena. Pois em todas as categorias que joguei ganhei prêmios de melhor arremessadora nos campeonatos Brasileiros.

Projeto Histórias - Nena OgataEu comecei a dar treino com 14 anos ajudando meu pai e a partir daí, eu não parei mais. Eu gosto de ensinar as pessoas, quero passar o meus conhecimentos, levar um pouco do que sei para as atletas.

Para poder melhorar cada vez mais os meus treinos, eu me formei em Educação Física O desafio de um técnico não é só ensinar a técnica, mas ensinar o atleta para a vida, formar não só um ótimo atleta, mas um ótimo ser humano. Que na vida ganhamos e perdemos, mas que temos que se dedicar o máximo para pode conseguir o melhor.

Projeto Histórias - Nena OgataAs pessoas dizem que eu sou brava nos treinos (né Tchuk?! hehe), não sei o porquê dessa fama. Sempre fui muito rígida e cobrei muito sobre disciplina e respeito dentro e fora de campo. No treinamento, elas tinham alguns objetivos a cumprir, se não fizessem o que havia sido estipulado não podia parar. Se uma fizesse corpo mole, teriam que treinar mais.

Falando assim, até parece que era um exército, mas sempre respeitei o limite de cada uma. Cobrava muito as atletas, pois eu sabia que elas podiam fazer melhor. Sempre disse a todas que treinei que se estou dando bronca e cobrando é porque acredito no potencial e sei podem melhorar e a partir do momento que não pegar mais no pé, é por que eu desisti.

Projeto Histórias - Nena OgataFelizmente e com muito esforço tenho um currículo extenso como treinadora, já estive a frente da equipe de Maringá, do Nippon Blue Jays, do time da medicina da Unifesp e da Graded, uma escola americana com um time forte de Slowpitch. Hoje em dia eu sou personal trainner de softbol, mais especificamente de pitching, além também trabalhar como instrutora de Pilates.

Projeto Histórias - Nena OgataComo não poderia deixar de ser, mesmo no Pilates, eu atendo as meninas do Softbol, ajudando no fortalecimento e consequentemente na melhora das atletas. Quando eu consigo eu vou ao campo matar um pouco da saudade e participo de alguns jogos.

Desistir nunca fez parte do meu vocabulário, todos sabem que sempre me mantive no campo por que eu amo esse esporte, amo que faço, sou feliz assim e ponto final.

Projeto Histórias - Nena OgataEu tenho uma filha de seis anos, Olívia Chihiro, ela desde um ano de idade ia aos treinos comigo, hoje em dia ela ainda não joga em nenhum time, mas treina três vezes na semana com o Vovô Goro. Você já pode imaginar no que vai dar né?! Hehehe

Não é novidade para ninguém que é bem complicado o softbol no Brasil. Mas está melhorando, ou pelo menos está melhor do que na minha época. No softbol fazemos muitos amigos e além de jogar aprendemos sobre respeito, disciplina, raça, coragem, dedicação e união. Sobre ganhar e perder (mesmo não sendo o meu forte rsrs).

Foram bons tempos dedicados ao softbol, tenho saudades!

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