Marianna “Meg” Kume

Amor
(por Marianna “Meg” Kume)

Marianna Kume (projeto Histórias)Oi gente! Meu nome é Marianna Satie Kume, sou ex-atleta de softbol. Se você me conhece, sabe que não sou normal. Se você não me conhece, não perdeu nada. Vou tentar falar da minha vida no softbol. E não sei se vou conseguir colocar uma ordem cronológica, mas vou me esforçar. Também não vou conseguir falar tudo, nem pouco, então lá vem textão…

Comecei no soft aos 5 anos. Meus pais me obrigavam, porque eu detestava. Ia pra ACEMA (Associação Cultural e Esportiva de Maringá) e me obrigavam a treinar, enquanto eu queria brincar de fazer “bolinho na terra”.

Marianna Kume (projeto Histórias)Mas eu era mesmo uma “pata”, morria de medo, não conseguia fazer nada. Apesar disso, tinha um “tio” que acreditava em mim. Eu lembro como se fosse ontem, o tio João Yokosawa, brigando com as meninas mais velhas e dizendo: “sabe quem vai ser a melhor jogadora desse time?? A Marianna, porque ela está dando o máximo dela, ela tá tentando e vocês não fazem absolutamente nada”. E vocês sabem o que aconteceu? Todo mundo riu. Porque eu ficar boa no soft era uma piada. Das melhores!

Em seguida, novo técnico Goro Sam! Só de ouvir esse nome, todo mundo já tremia. A primeira coisa que ele fez quando me viu foi dizer: “Mas cê é um boston mesmo. Nunca vi tão medroso. Vai treinar que vai ser pitcha. Você tem tamanho de pitcha, tem que treinar todo dia”. Meus pais amaram a novidade né! Porque pai não consegue enxergar defeito nos filhos, essa é a verdade. Mas ninguém colocava fé em mim a não ser eles… E o Goro Sam!

Marianna Kume (projeto Histórias)Pra agravar minha situação, a única coisa que eu sabia mais ou menos era bater. E o Goro reformulou isso por completo: “tem que bater de canhoto pra ganhar um passo”. Minha reação foi de desespero. Agora eu vou ter que ser pitcha e rebater como canhoteira. Agora sim vou ser a maior chacota desse Brasil!

Enfim, entramos de cabeça nessa fase Hitler! Eu e minhas companheiras de nazismo: Nega, Mariann, Elissa, Mônica, Mami, Susan, Guga, Pepe. E o nosso Hitler maior, que você agora erroneamente pensou ser o Goro Sam, errou feio, errou rude! Nosso Hitler tinha 1,40 e pesava 200 miligramas: NENA!!! HahahahahahaMarianna Kume (projeto Histórias)

Quem nunca treinou com a Nena, não sabe o que eu tô falando. Genteeeee, a Nena me fez treinar na praia!! Você tá lendo isso??? A Nena me fez TREINAR NA PRAIA!!!! Mas entre uns pitchings e uns swings, a gente podia pelo menos cair da banana boat e tomar uns sorvetes. Pelo menos. Ufa! Aliás, tô morrendo de saudade de você dona Nena, vamos nos encontrar. Te adoro magrela.

Marianna Kume (projeto Histórias)E essa era o verdão de Maringá. Nosso time que ficou imbatível, graças ao treinamento nazista. O time que só tinha rebatedoras canhoteiras. O time mais unido desse Brasil, sem dúvidas! A gente fazia pulseira de fio de telefone, a gente brincava de cirumba (nem sei como escreve isso), a gente fazia catequese juntas! A gente fazia tudo junto. Tudo!

Fomos crescendo e meu sonho era ser bonita e charmosa como a Mariann, inteligente como a Elissa, descolada como a Mônica, parceira como a Pepe, centrada como a Guga, perfeccionista como a Susan, divertida como a Mami e aplicada como a Nega. Resultado: não fui bosta nenhuma. hahahaha

Marianna Kume (projeto Histórias)Mas eu aprendi muito com todas elas. Quer dizer, acho que aprendemos todas juntas. Entre um castigo e muitos outros. Era assim: chegou atrasada, dez voltas no campo (no campão inteiro, não era só no limite da cerca do home run). Não arrumou a cama, cem flexões. Nota vermelha, dez voltas no campo até ficar azul. E por aí vai. Quem sofreu comigo lembra.

Também não poderia esquecer dos nossos relógios de bata hahahaha. Como a gente não podia ver as horas, então a gente fazia relógio com o bata, pra saber mais ou menos as horas. E ele não errava. Quando dava umas cinco horas e a gente pensava “ufa, tá acabando”, adivinha o que acontecia?

Marianna Kume (projeto Histórias)Aparecia o tio Jorge Tanaka e seu famoso jogo simulado. Era de chorar! A gente tava morta de cansaço e ele não queria nem saber! “Por que não deu cobertura?”, “como não deu pra matar dois?”, “vamos ficar aqui até dar certo”. E acabava com a gente! E o treino não terminava aí. Tinha os piques nas bases. Quanta coisa!!

Aliás, quem bate nunca lembra, só quem apanha! Então acho que a Nena nem lembra de nada dessas coisas. Mas tudo isso, tenho certeza que nos fez pessoas melhores.

Marianna Kume (projeto Histórias)Com esse treinamento eu aprendi a não desrespeitar ninguém, a tratar as pessoas bem (independente de quem seja), a respeitar as diferenças, a ser companheira das minhas amigas pra qualquer coisa. Aprendemos que tudo tem hora. Mas fora toda essa disciplina, o principal que aprendemos: a gente não ganha sempre e precisamos estar preparadas pra perder.

Lembro que estávamos ganhando o campeonato, faltava pouco. Tio Sérgio chorando, a gente na adrenalina do fim do jogo. Acabou o jogo, fomos campeãs. E a notícia da tragédia: a Dani morreu. Aquela felicidade durou segundos, virou um luto sem fim. Sentimos sua falta até hoje.

Eu disse que não ia conseguir manter a ordem cronológica, então a Dani me fez lembrar beleza, porque ela era linda! E muita gente dizia/diz que sou bonita. Pra mim isso é uma inverdade, mas também nunca me importei.

Marianna Kume (projeto Histórias)Apesar disso, pra grande maioria eu sou a pessoa mais metida do universo. Se você pensa isso de mim é porque não me conhece. Graças à Deus, metida é um adjetivo que não me pertence. Sempre trato todo mundo muito bem.

Tanto é verdade que a vida inteira fui taxada de inimiga rival número 1 da Elaine Simon. Pra falar a verdade, sempre gostei muito da Elaine. Eu já mandei fotos e cartas pra ela quando éramos pequenas. Já fomos até na praia juntas. Tentei me aproximar, porque sempre admirei a pessoa dela, eu queria ser a melhor amiga dela. Mas minhas tentativas restaram infrutíferas.

Marianna Kume (projeto Histórias)Pelo menos consegui ser amiga da Heloise Yamaguti. Helô, te adoro muito, você e tia Hizethe, vocês sabem. Enfim, tive de me contentar em ser colega de seleção da Elaine. Mas pelo menos eu podia tietar ela um pouco, pegar algumas dicas (sem que ela percebesse). Prestava atenção sempre na forma como ela segurava a bola, preparava os lançamentos. Até tentava fazer uns arremessos parecidos, mas sem sucesso. De qualquer forma, obrigada por sempre me inspirar.

Enfim, eu tenho esse defeito, de querer ser amiga das pessoas. E ao mesmo tempo, alguma coisa afasta as pessoas de mim. Parece loucura né? Pode ser que seja, sei lá. Mas é isso que acontece.

Marianna Kume (projeto Histórias)O próprio Higashi me disse isso, quando fui treinar para o Pan com a seleção. Ele me chamou em particular e disse: “você é uma pessoa que não tem maldade, não deseja mal de ninguém, mas não é bem aceita e eu queria entender o porquê”. Eu só respondi que queria entender também, mas que seria uma coisa que jamais seria descoberta. Eu chorei e decidi que aquilo não era pra mim e que eu devia terminar minha faculdade que já estava em andamento.

Marianna Kume (projeto Histórias)Passou um tempo e a Lívia Nakayama me ligou, perguntando se eu ia lá treinar com a seleção que ela estava indo. Eu disse que eu não ia porque queria acabar a faculdade, não ia abrir mão de um ano de estudos. E disse pra ela fazer o mesmo, porque a seleção já tava “fechada”. Enfim, ela foi, deu um rolo (ela sabe). No fim ela não foi. E quem perdeu? A seleção brasileira, óbvio. Porque a Lívia é um mito. Uma fortaleza no soft. Isso é fato. Além de tudo é uma pessoa boa e divertida. E é a melhor do soft, sem sombra de dúvidas!

Marianna Kume (projeto Histórias)Quanto a primeira vez que fui pra seleção foi bem divertido. Estava sempre com o tio Ash, que me apoiava e me ajudava e, claro, SEMPRE me deu dicas preciosíssimas de jogo. Foi a primeira pessoa que me mostrou o soft como um jogo e não como um lazer (que eu achava que era). Foi ele que começou a me ensinar táticas e me mostrava elas em execução, porque até então eu só jogava, não tinha estratégia de jogo. Como era a seleção adulto, eu tava meio perdida, todas eram mais velhas que eu. Quem sempre estava comigo era a Mika, super mega dedicada! E tinha gente que achava um absurdo a dedicação dela. E eu sempre torcia por ela, tinha certeza que ia se dar bem. O resultado todo mundo sabe, nem preciso falar. Pelo menos minhas orações por você foram atendidas. Parabéns Mika, você é orgulho do softbol do Brasil.

Mas voltando, quando o tio Melão me chamou pra entrar no jogo pela primeira vez, parecia que minha alma ia sair do meu corpo! Eu só pensava “putz tô na seleção adulto e vou ter que jogar… E agora?” Aquilo me embrulhou o estômago, parecia que eu tinha levado uma facada.

Marianna Kume (projeto Histórias)Entrei pra rebater, aquela velha gorda da Venezuela que eu nem lembro o nome. Tiazinha jogava umas curvas muito foda! E o tio Melão conseguiu ver que o problema não estava nas meninas  e sim na posição. O efeito só funcionava com as destras, não pegava as canhotas. Dá-lhe Meg, Shimena e Malu pra todo lado hahahaha. Foi aí que comecei a jogar no campo externo. E me adaptei. Gostava de jogar em qualquer posição que não fosse catcher hahaha

Marianna Kume (projeto Histórias)Já a segunda vez que fui pra seleção, foi com as meninas da minha idade. Era a minha turma. Aninha era nossa captain, a melhor de todas. Todas as reuniões eram no nosso quarto, o mais arrumado de todos. O que poucos sabiam é que a Fabi e a Camila eram as perfeccionistas na organização. E eu e a Sara Silva socávamos tudo debaixo da cama, daí o quarto estava sempre impecável. A Sara era sempre alto astral SEMPRE. Tenho certeza que você está com Deus. Você merece muito o céu.

Marianna Kume (projeto Histórias)Já a Camila Ariki é aquela amiga pra vida inteira. É a pessoa mais gentil, organizada e determinada que eu conheci na vida. Sério! Não tem como uma pessoa ser assim. Camila é demais do demais do demais do demais. Aliás, preciso descobrir onde ela atende, deve ser a melhor médica desse país!!

Também foi nessa seleção que fiz um “perfect game” e eu nem sabia o que era isso. Vieram me contar e eu fiquei tipo “tá e daí?”, nem liguei hahahaha. Não me importava com nada, só queria jogar e conhecer pessoas legais. Voltei com uma medalha de lá, a única (ou uma das únicas) que tinha no campeonato, nem lembro se era melhor jogadora, melhor pitcher, jogadora mais esforçada, não sei. Só sei que o único (ou um dos únicos) veio comigo. E eu me importei tanto que nem sei o que é hahahaha

Marianna Kume (projeto Histórias)Só sei que, com o passar do tempo, fui ficando cada vez mais excluída na seleção. Não conseguia fazer amizade com ninguém. Eu não tinha abertura de ninguém. Chegou uma hora que também já não me importava mais, porque eu gostava de jogar e sabia que em Maringá estava todo mundo me esperando de braços abertos. E sabia que poderia fazer amizade com pessoas fora.

Tanto que fazia amizade com meninas de outras seleções, com pessoas de outros países. Na Colômbia tive que dar minha meia pra uma fã. Na Venezuela conheci um médico com uns 60 anos, que me mandou foto com dedicatória, gostaria de poder encontrá-lo hoje e agradecer a gentileza. Também fiz amizade com o Mario Jun, jornalista mega blaster, amigo, meu eterno amigo, adoro você!Marianna Kume (projeto Histórias)

Enfim, minhas “strongest 85’s” foram saindo do soft pra estudar. Porque claro, além de pessoas fantásticas, éramos um time de superdotadas: todas viraram profissionais de alto padrão. Então como todo mundo foi saindo, fui ficando no soft, pelo amor que tinha pelo esporte.

Como eu não tinha mais catcher disponível, tive que recorrer ao time masculino. E quem me salvou foi William Nishimori. Ia comigo quase todo dia treinar. Tenho um carinho e uma gratidão enorme por você. Espero que Deus cubra sua vida de bênçãos.

Marianna Kume (projeto Histórias)Então, no final da carreira, me vi jogando com meninas muito mais novas. Mas não me arrependo. Adorei estar com Vivian, Tathi, Sara Yamamoto, Jéssica, Sofia, Morta, Vivian Shiraishi, Vero, Narumi, Dani Kassada, Daianinha, Dai Yuri Jaque Tanaka, Tchak, Lie (desculpa é muita gente que passou na minha vida, todas vocês moram no meu coração, se seu nome não aparecer nesse texto, eu te amo mesmo assim, me desculpa, minha cabeça não funciona). E foi com elas que aprendi a não me cobrar tanto, a ser mais flexível, a aceitar diferenças. Aprendi que o abismo é a gente que cria.

Marianna Kume (projeto Histórias)Lembro também dos treinos que tínhamos com o tio Álvaro. Apesar dos treinos com a Nena serem o pior terror da história, os treinos do tio Álvaro eram os melhores do mundo. Ele fazia a gente querer treinar. A gente treinava no Willie Davis e ele colocava seu carro de fundo, uma Brasília. Isso pras bolas não passarem pra rua. Ou seja, ele deixava acabar com o carro dele, para poder deixar a gente feliz. Depois comíamos pizza ou chips e todo mundo ficava feliz da vida. Ele fazia tudo pela gente. Era um mega paizão.

Não aceito até hoje ter perdido o tio Álvaro. Uma pessoa com aquele espírito e aquele coração não deveria ficar longe da gente. De qualquer forma, tenho certeza que Deus quer estar rodeado de pessoas como ele. Isso me ajuda a me conformar com a sua partida… Eu te amo, meu querido Tio Álvaro, você sabe disso!

Marianna Kume (projeto Histórias)Também foi no soft que tive meu primeiro amor Ricardo Gondo. Um cara super decente que tenho certeza que é/será excelente marido pra qualquer mulher. Assim como Ricardo Koroyshi, também super responsável, mas não tínhamos como continuar um namoro à distância. E claro, não poderia deixar de mencionar Ítalo Matune, que foi amor à primeira vista. Um cara super parceiro, confidente, amigo, educado (não dá pra colocar tudo em papel, você é demais). E que tá solteiro e se você é mulher, solteira e está lendo isso, deveria procurar ele. É um homem pra casar. DAQUELES!!! Te adoro e admiro muito Chapô, você sabe!!! Espero que você seja meu amigo pra sempre.

Marianna Kume (projeto Histórias)Enfim, sou uma mulher de sorte, pois apesar de ter perdido grandes amores, conheci meu marido, Rafael, que até já viajou algumas vezes comigo. Ele sempre me apoiou. Inclusive, não gostou quando eu decidi que não iria mais treinar pro Pan. Mas no fim, ele entendeu. E me apoiou. Te amo muito, meu amor. Obrigada por ser esse homem maravilhoso!

Marianna Kume (projeto Histórias)É muito difícil falar tudo isso sem me emocionar, queria conseguir lembrar de tudo, mas não consigo. Sou eternamente grata aos amigos que fiz no soft, inclusive aquele gordo chato (cansei de ouvir isso…) do Samy. E também já ouvi, ao entrar num banheiro “só se dá bem com a Meg, dois babacas”. O melhor foi ver a cara de bunda da pessoa ao me ver… Mas nem liguei. Samusca, você sabe o quanto é especial pra mim né? Sei que posso contar com você SEMPRE! E você sabe que pode contar comigo. Pra mim é isso que importa.

Também outras tantas amigas tão especiais: Line (kenga, adoro-te), Camila Ariki, Cinthia Nakashima (quando vamos nos encontrar em viagem de novo?), Éricão, Paty Nakayama, Lidi, Re Minami, Lu Aquinoga, vou parar de mencionar, é muita gente, muita mesmo. Desculpa se seu nome não apareceu, é muita coisa!!!

Marianna Kume (projeto Histórias)Quanto ao time de Maringá, também nem tenho como lembrar de todas…. Joguei com todo mundo! Bia Imamura, Renata Yuri (minha ídola), Regi Honda (que descobriu meu apelido e espalhou aos quatro ventos hahaha), Marcela Maeda, Deisy, Denise, Larissa, Carol Nitta, Paula Mizuta, Paula Yokosawa, Juli Tanaka, Aninha Mizuta, Carol Tamoyke, Josy Tanaka, Samya, Marilza Ogassawara, enfim, desde Rosana Ogawa até Karol Morta… Muita gente especial!! Não tenho como escrever o nome de todo mundo, que isso ia ter umas mil folhas! Agradeço à todas por fazerem parte da minha vida. Vocês são especiais!!!

Quanto aos técnicos, não vou mencionar nenhum. Não posso ser injusta quanto a isso. Não vou conseguir lembrar de todo mundo. São 20 anos de treinamento, todos vocês me ensinaram algo! Todos. Muito obrigada se você já me treinou ou me ensinou alguma coisa.

Marianna Kume (projeto Histórias)Aliás, vou falar do tio Jorge Ogassawara, porque ele não foi meu técnico. Apenas para exemplificar pessoas que me deram dicas (que foram muitas, esta foi uma delas, que não esqueço porque foi especial e eu era nova e tonta). Estava tendo um campeonato brasileiro em Maringá. E íamos jogar a final. Ele me chamou num canto e tivemos essa conversa: “Quem é a melhor rebatedora deles” “Ah tio é Fulana…” “Então pega ela” “Tio, não vou bater em ninguém, ficou doido?” “ Não é pra você bater nela! É pra você arremessar a bola e acertar ela!” “Acha que vou fazer isso tio?” “Vai sim! Ela vai ficar com medo e não vai conseguir rebater”. E vou contar pra vocês: DEU CERTO! Hahahaha Este é um dos inúmeros conselhos que já recebi, apenas para exemplificar. Então, se você já me deu qualquer dica de jogo, fica aqui meu eterno agradecimento. E, claro, obrigada tio “Jorjão”.

Marianna Kume (projeto Histórias)Também não tenho como agradecer todo mundo que já me deu carona, comida e casa pra dormir. É muita gente. Não tenho como lembrar de todo mundo. Tô velha e minha cabeça tá horrível. Não lembro nem quando nasceu o primeiro dente da minha filha que acaba de fazer um ano, quem dirá 20 anos de história! Não tenho como mencionar, não posso magoar ninguém. Muito obrigada. Recebam meu carinho eternamente.

No final da minha carreira, já estou no soft misto, com os garças: Guta, Buyu, Leo Koya, Rafa Ishikawa e Stevan. Vocês são demais, adoro vocês. Me chamem pro churras, já que eu tô velha e não tenho condições nem pra jogar burquinha hahahaha Aliás, Leo e Stevan foram meus parceiros de praia também! Nos divertimos horrores!!! Obrigada pela parceria de sempre.

Marianna Kume (projeto Histórias)20 anos de softbol! Ou seja, muita disciplina, muita amizade, muito companheirismo. E nenhuma inimizade, graças à Deus! Nunca odiei, nem detestei ninguém. Só amor e felicidade. Nunca vou conseguir dizer tudo, mas acho que já escrevi demais….Marianna Kume (projeto Histórias)

Só tenho a agradecer a todos, TODOS! Todos que me ajudaram de qualquer forma, seja com companheirismo, seja com carona, seja com alojamento, seja com comida, seja com lazer, seja com educação, seja com bondade, seja com caridade, seja com qualquer coisa. Muito obrigada a todos que passaram pela minha vida de softbol, serei eternamente grata à você. Meu muito obrigada!

(foto: Arquivo pessoal da atleta)