[Histórias] Lina Ogawa

[Histórias] Lina OgawaMeu nome é Lina Yuri Ogawa, também conhecida por: Lininha, Linão, Linona e Idosa (essa última pelo Samy), tenho 42 anos, sou Engenheira Civil formada e amante do Softbol, não tenho nenhum título, não sou nenhuma atleta de alta performance, ou jogadora de seleção, nem mesmo uma jogadora excepcional, vamos dizer uma jogadora “Avarage” pra minha idade..rs ( o Samy vai adorar isso), parei de jogar faz 2 anos e meio quando vim morar no Japão, mesmo assim o meu amigo Samy quis saber um pouco mais sobre o meu romance com o Softbol, esse amor “bandido” com várias idas e vindas. Como começou esse amor todo?

Vamos dizer que foi um “Miai” (Tipo encontro as cegas, um habito comum entre os Japoneses mais antigos de “casarem” seus filhos), promovido pelo meu pai…rs. Não lembro exatamente de datas e idade, mas vamos la.

[Histórias] Lina OgawaTudo começou com o meu pai (Paulo Ogawa), quando eu tinha cerca de 6 a 7 anos, me levou para o campo para brincar e ter o meu primeiro contato com o Softbol, no Bunkyo de Suzano, porem nesse dia acabei levando uma bolada no olho, nada grave, mas deixou a marca da costura da bola no meu olho e quando cheguei em casa, minha mãe não queria que meu pai me levasse mais, só fui voltar mais velha com uns 13 anos, após o falecimento do meu pai.

[Histórias] Lina OgawaMeu pai foi um grande amante do Beisebol, todos em Suzano e Mogi conheciam ele, ele sempre carregava a gente pro campo nos jogos e treinos, e enquanto ele jogava, eu e as minhas irmãs brincávamos, naquela época não ligávamos muito no esporte.

Meu pai estava com um coágulo de sangue no cérebro e ficou um tempo internado, e lembro o dia que ele teve alta, todos seus amigos do beisebol estavam em casa esperando por ele, ficaram lá conversando e rindo, hoje, pensando nisso, acredito que aquela noite foi meio que uma despedida, pois no dia seguinte ele piorou e voltou para o hospital e depois de algumas horas recebemos a notícia que ele faleceu.

[Histórias] Lina OgawaOs amigos dele convidaram eu e minhas irmãs para começar a jogar e eu quis conhecer um pouco mais sobre o esporte que meu pai tanto amava, todos me conheciam no campo como a filha do Paulo, e todos vinham contar suas peripécias, e assim cada vez mais fui me apaixonando pelo esporte. O mais engraçado que até aqui no Japão, esses dias uma mulher viu o meu nome e perguntou se eu era filha dele, que ele tinha treinado ela na época que eu era criança.


GERAÇÃO SOFTBOL BRASIL

Geração Softbol Brasil - Chie SomeyaGeração Softbol Brasil - Barbara WollGeração Softbol Brasil - Manami CalixtoGeração Softbol Brasil - Rebeca LaudinoGeração Softbol Brasil - Samira TanakaGeração Softbol Brasil - Nena OgataGeração Softbol Brasil - Chryssia TaináGeração Softbol Brasil - Vivian MorimotoGeração Softbol Brasil - Ayumi ShiromaGeração Softbol Brasil - Guga ShibataGeração Softbol Brasil - Especial com Fernanda Missaki


[Histórias] Lina OgawaBom voltando, comecei a treinar no campo de Suzano, antes usávamos o campo da Komatsu para treinar era uma turma pequena, algumas filhas de jogadores começaram a treinar também, onde conseguimos montar o time feminino de Suzano, no começo não tínhamos técnicos, quem nos treinava eram os próprios jogadores, com o tempo mudamos os treinos para o campo do ACEAS (Associação Cultural Esportiva e Agrícola de Suzano), onde ocorriam os famosos Dokokais de Suzano, e também começamos a treinar com alguns técnicos Cubanos, a partir dai começamos a  jogar uns amistosos.

[Histórias] Lina OgawaCostumava a jogar na terceira base, e como éramos um time meio que contado, tínhamos que aprender a jogar em outras posições também, e de vez em quando, jogava pro time do Universo, pois eles também não tinham meninas o suficiente. Foram várias aventuras entre idas e vindas de um campo para outro, teve uma vez que até passamos no meio de um tiroteio, ainda bem que ninguém se machucou nesse dia, só foi o susto mesmo.

Os campeonatos vieram, e eu me mudei para São Paulo Capital, para terminar o 2º Grau, e ficava cada vez mais difícil de aparecer nos treinos, chegaram a me convidar para entrar na seletiva brasileira, mas nessa época eu já estava na transição colégio/Faculdade, com cursinhos, vestibulares, etc. Resultado: não fui. E com a Faculdade a frequência nos campos foram diminuindo mais ainda.

[Histórias] Lina OgawaNessa época começaram os Jogos Mistos, e o primeiro campeonato que participei foi no GECEBS com o time do Wakaba, depois disso vieram outros Mistos e cada campeonato eu jogava com um time diferente (Kochabamba, Banzai, Nunkai, Phoenix, Aca, Space entre outros), cheguei até montar um time com o pessoal do escritório que nunca tiveram contato com Softbol (Kochabamba), somente as meninas sabiam jogar,  e foi muito divertido e os meninos que não conheciam o esporte adoram e aderiram, e o melhor, fizemos um triple-play com esse time, no campeonato Misto do Wakaba.

Logo depois disso, aconteceu a primeira separação, quando vim para o Japão pela primeira vez e logo em seguida fui para a Austrália, ficando longe dos campos por uns 4 a 5 anos. Mas logo que voltei para o Brasil uma das primeiras coisas que fiz foi ir pro campo de Suzano jogar o Dokokai, com o meu time:  Phoenix.

[Histórias] Lina OgawaTodos os amistosos, campeonatos que tinha, eu participava, os Dokokais de Suzano e Mogi então, estava sempre presente, como era difícil de conseguir juntar o meu time para jogar eu jogava em qualquer um que me convidava, alguns me chamavam de fominha… e acho que era mesmo…rs, eu gostava de jogar e gostava do clima no campo, dificilmente eu saia do campo, jogava de olho roxo, pós-operada, e teve uma vez  no Dokokai de Mogi, jogando contra o time do Kumamoto eu trombei com o Fasto que era o Manju, e ele acabou levando a pior com uma luxação no braço e eu continuei jogando, depois disso coitado, ele virou alvo de piada toda vez que encontrava com ele.

Não bastando os jogos, os meninos me chamaram para treinar no campo de Cooper durante a semana a noite, o Lambari que liderava os treinos, quando não tinha menina suficiente, treinávamos beisebol, com os meninos.

[Histórias] Lina OgawaO Softbol é um esporte tão viciante que as mulheres dos jogadores mais velhos, começaram a treinar nos Dokokais, elas conseguiram um técnico e sempre treinavam enquanto os maridos jogavam, e o time delas foi aumentado tanto que conseguiram montar um time para participar de alguns amistosos. Porque eu estou contando essa historia? (O Samy vai adorar essa parte).

[Histórias] Lina OgawaBom, vamos lá…rs,  esse time era formado por senhoras já com uma idade mais avançada e o sensei delas perguntou pra mim e pra Samira se podíamos ajudar o time, jogando com elas nos amistosos, e claro que aceitamos….rs, foi bem divertido e engraçado, era eu a Samira e a Karina, as mais novas do time, revezando entre Pitcher , Catcher e Shortstop, e o nome do time era o melhor, “Santas Coroas”, esse nome tem uma explicação, o “Santas” vem do time “Santo Andre”, onde os maridos da metade do time jogavam, e a outra metade vem do time “Três Coroas”, mas eu sei que o Samy vai dizer que não é.


ESCALAÇÃO

PGM #01 - ESCALAÇÃO SOFTBOL BRASIL COM FERNANDA MISSAKIPGM #02 - ESCALAÇÃO SOFTBOL BRASIL COM SHANTAU STOFFELPGM #03 - ESCALAÇÃO SOFTBOL BRASIL COM MARIANA RIBEIROPGM #04 - ESCALAÇÃO SOFTBOL BRASIL COM YUKARI SAKAIPGM #05 - ESCALAÇÃO SOFTBOL BRASIL COM SAYUMI AKAMINEEscalação Softbol Brasil - Ana CobasEscalação Softbol Brasil - Tsuani YamaguishiEscalação Softbol Brasil - Maria Júlia AraújoEscalação Softbol Brasil - Heloisa Oliveira

Escalação Softbol Brasil - Hildo LimaEscalação Softbol Brasil - Patrícia HamamotoEscalação Softbol Brasil - Camila HamasakiEscalação Softbol Brasil - Indião MissakiEscalação Softbol Brasil - Márcio Maeda

Escalação Softbol Brasil - Final de Temporada

 

 


[Histórias] Lina OgawaTentei dar uma resumida nos contos, não entrei muito em detalhes para não ficar muito longo, pois quando eu encontro com os meninos e começamos a falar dos jogos, jogadas, atrapalhadas, ficamos o fim de semana inteiro falando só sobre isso.

Hoje, lembrando de todos esses momentos, amizades, diversão que o Softbol me proporcionou, me bate uma vontade imensa de voltar a jogar, parece clichê, mas só quem viveu esse mundo do beisebol/Softbol, sabe como faz falta estar presente, é lembrar cada jogada, cada lance bonito ou engraçado, os machucados, as brigas, as brincadeiras e principalmente as amizades.

[Histórias] Lina OgawaO que o Softbol trouxe para minha vida? Tudo que sou hoje, seria a resposta, aprendi no campo que ganhar é bom, mas não é tudo, aprendi a rir de mim mesma e dos outros é claro…rs, aprendi a ceder o meu lugar para outra pessoa jogar, para incentiva-la no esporte, aprendi que os amigos que fizemos no campo vamos levar para sempre conosco, entre outras coisas.

E graças ao Softbol eu conheci o Samy, que adora pegar no meu pé, mas confesso  que lá no fundo, beeem la no fundo, acho que ele gosta de mim….kkkk. Adorei relembrar tudo isso, tenho que te agradecer por me trazer todas essas lembranças, de lembrar o quanto amo esse esporte.


Galeria de Fotos


Deixe suas dúvidas, criticas e sugestões: