[Histórias] Danielle Kassada

[Histórias] Dani KassadaOi gente! Meu nome é Danielle Satie Kassada, sou ex-atleta de softbol. Comecei no soft aos nove anos no ACEMA em Maringá-PR. Meu irmão jogava beisebol há um ano, nesse dia fui acompanhar minha mãe que foi servir o café da tarde para os meninos, daí o Tio Frank Misawa vamos lá brincar com as meninas? Minha mãe vai lá brincar filha, eu adorei montamos uma casinha enorme com os pinheiros e folhas. E foi aí que tudo começou…

Não deu muito tempo para brincar de casinha, já me colocaram em um mês e meio para pegar as bolas nas bases com as meninas mais velhas, Mariana Kume, Pepê, Tchak, Pelé, etc… (acho que elas tinham dó de mim… rs) mas o Goro San (técnico) e a Nena (“terrorista”) gritavam “joguem a bola normal ela tem que aprender”. Eu mal sabia segurar o globo [luva], voltei com palma da mão roxa.

[Histórias] Dani KassadaEntão chegou um campeonato paranaense em Curitiba, e o time de Nikkei Curitiba era favorito naquele ano para serem campeãs  paranaenses e brasileiras, fui viajar para passear, meus pais foram comigo e pensei que iria ficar assistindo, mas não me recordo o que aconteceu (atletas doentes, problemas na escola) e só tínhamos oito meninas (era o time das meninas que nasceram em 87 e 88) daí eu tive que jogar para dar nove e me colocaram de right field e disseram assim: “se alguém rebater em você, corre, pega a bolinha e joga para a segunda base”. Eu não sabia as regras ainda, mas acredita que eu consegui rebater e ganhei meu primeiro troféu de 2ª melhor empurradora de carreiras, acredito que jogar bets na rua me ajudou…kkkkkkkkkk

[Histórias] Dani KassadaNo meu segundo ano de soft, eu fiquei em um time muito bom, tinha a Vivian Morimoto, Tathi Misawa, Jaque Tanaka, Giuli Kume, Karissa Higaki, Vanessa Saito entre outras, e comecei a jogar de 3a base e a treinar de arremessadora, já que eu ficaria no mirim no outro ano novamente e elas subiriam. Nesse ano ganhamos todos os campeonatos e comecei a treinar durante as férias, e até mais tarde com o Goro San e a Nena, já que o Goro San morava pertinho da minha casa, então ele me dava carona! Socorro, a Nena quase me matou de tanto treinar e de me dar bolada, rs.

[Histórias] Dani KassadaEsse ano em que fiquei no Mirim com as meninas mais novas tive muitas dificuldades em lidar com a situação, me tornei a Capitã do time, porém totalmente impaciente. No primeiro campeonato do ano, chegamos a semifinal, a única pessoa que conseguiu encostar na bola, erramos e virou ponto e perdemos de um a zero. Eu fiquei muito brava, ganhei troféu de melhor arremessadora e o Goro San virou e me disse: “jogar sozinha não serve pra nada Boston, nunca vai ganhar”. Aquilo ficou na minha cabeça, no esporte coletivo todos somos importantes.

[Histórias] Dani KassadaA partir daí me dediquei bastante ao esporte, sempre joguei com as meninas mais velhas também, adorava o Tio Jorge Tanaka com seus treinos táticos, o Tio Álvaro Uyeno (que Deus o tenha) batendo no telhado e dando risada, o Tio Serginho “bruako” que ficava “tô te falando pra você”! O Tio Batatinha batendo a bola lá no muro “vai que dá”, a Nena terrorista que fazia o movimento completo de arremesso há menos de um metro (sempre que me perguntavam, onde aprendeu a rebater? Com a Nena, para não levar bolada) e principalmente ao Goro San que sempre acreditou no meu potencial, bem mais que eu mesmo kkkk

Que saudades das mães e dos pais que ficavam nos bastidores, no “baitem” e ajudavam em tudo! Realmente o softbol era uma GRANDE FAMÍLIA!


GERAÇÃO SOFTBOL BRASIL

Geração Softbol Brasil - Chie SomeyaGeração Softbol Brasil - Barbara WollGeração Softbol Brasil - Manami CalixtoGeração Softbol Brasil - Rebeca LaudinoGeração Softbol Brasil - Samira TanakaGeração Softbol Brasil - Nena OgataGeração Softbol Brasil - Chryssia TaináGeração Softbol Brasil - Vivian MorimotoGeração Softbol Brasil - Ayumi ShiromaGeração Softbol Brasil - Guga ShibataGeração Softbol Brasil - Especial com Fernanda Missaki


[Histórias] Dani KassadaAgradeço também aos meus pais e a batyan (nossa lavar aquelas roupas sujas de terra vermelha não era fácil) que sempre participaram, ajudaram e acompanharam os treinos e os campeonatos! Meus irmãos também me ajudaram a evoluir muito, pegando meus arremessos e ficando de bata para melhorar a direção! Além de ficarmos nas férias brincando de rebater! rs

[Histórias] Dani KassadaAcredito que meu crescimento no Softbol se deu em um campeonato na categoria Adulta em Marília – SP. Na época fomos viajar para acompanhar as mais velhas, torcer, ganhar experiência, entre outras coisas e outra vez a pessoa que iria jogar na 3ª base teve um problema e o Goro San me colocou para jogar. Eu quase desmaiei, daí ao relatar a sequência de rebatedoras me colocou como primeira rebatedora, eu fiquei morrendo de medo (primeira vez com bola de couro), tinha a July Hirata do Cooper, a Lívia e o time de Marília.

[Histórias] Dani KassadaNós chegamos a final contra Marília, eu não consegui bater nenhum “hit”, Goro San me chamou para conversar no particular: “Boston, primeira rebatedora que não sai, não presta, cabeça de porco, coloquei você e tem meninas mais velhas aqui”. E não é que na final, todas as minhas rebatidas foram “hit”. Disseram que eu mostrei a língua, não me recordo disso, mas tirei um peso tão grande na primeira rebatida que nem sei o que fiz.

Pra mim a Lívia Nakayama é um dos grandes nomes do Softbol, sempre a admirei muito. Meg (Marianna Kume) e Vivian Morimoto não fiquem com ciúmes! Vocês também jogavam muito e tinha muita admiração! Mas a pessoa que eu mais gostava de jogar era a Tathi Misawa! Saudades de você!

[Histórias] Dani KassadaEm 2004, minha mãe fez cirurgia bariátrica, porém teve hemorragia interna e infecção hospitalar e ficou 42 dias na UTI, essa época foi muito complicada e a família do softbol e beisebol nos ajudaram muito nesse processo, tanto financeiramente quanto emocionalmente (eu não queria mais treinar). Sou muito grata!

Acredito que cheguei ao pico como atleta em 2007, meu sonho era ter participado do time do Pan – Americano, mas eu era muito nova e para a posição que eu exercia já tinham outras pessoas. Eu fiquei chateada, mas torci bastante pela seleção.

[Histórias] Dani KassadaAssim em 2007, fui para primeira seleção em Portoviejo no Equador no Campeonato Sul-Americano sub-20, no qual fomos campeãs. Essa viagem foi muito bacana! Aliás, tem um vídeo no YouTube, de 2007, competição de encher a bexiga com nariz, minha nossa adolescente é um caso sério rs (culpa da Chie, Ju e Maki).

Depois em 2009, fui com a seleção adulta para o Pré Pan Americano em Maracay na Venezuela, ficamos em 9º, perdemos de 1 x 0 para a Colômbia, se tivéssemos ganhado iríamos para o Pan de 2011 que foi no México. Uma pena! Pensei que iria dar! O time era excelente!


ESCALAÇÃO

PGM #01 - ESCALAÇÃO SOFTBOL BRASIL COM FERNANDA MISSAKIPGM #02 - ESCALAÇÃO SOFTBOL BRASIL COM SHANTAU STOFFELPGM #03 - ESCALAÇÃO SOFTBOL BRASIL COM MARIANA RIBEIROPGM #04 - ESCALAÇÃO SOFTBOL BRASIL COM YUKARI SAKAIPGM #05 - ESCALAÇÃO SOFTBOL BRASIL COM SAYUMI AKAMINEEscalação Softbol Brasil - Ana CobasEscalação Softbol Brasil - Tsuani YamaguishiEscalação Softbol Brasil - Maria Júlia AraújoEscalação Softbol Brasil - Heloisa Oliveira

Escalação Softbol Brasil - Hildo LimaEscalação Softbol Brasil - Patrícia HamamotoEscalação Softbol Brasil - Camila HamasakiEscalação Softbol Brasil - Indião MissakiEscalação Softbol Brasil - Márcio Maeda

Escalação Softbol Brasil - Final de Temporada

 

 

 

 

 

 

 


[Histórias] Dani KassadaEm 2009 também ganhamos o Campeonato Brasileiro de Softbol Adulto, porém na parte final do jogo, o técnico e os familiares estavam estranhos, e assim que acabou o jogo, começamos a comemorar,  o Tio Serginho chorando nos deu a notícia que a Dani Kato tinha falecido, foi muito triste.

Assim em 2010 foi meu último ano de Softbol, quebrei um dedo e trinquei o punho no Campeonato Brasileiro, estava desanimada com a desclassificação para o Pan e estava me formando em Enfermagem.

[Histórias] Dani KassadaPassei na residência em Enfermagem Médico – Cirúrgica e fui para Marinha do Brasil, no Rio de Janeiro. Hoje, moro em Campinas – SP há seis anos, sou Enfermeira, docente e trabalho na Vigilância Epidemiológica (a COVID-19 tem consumido nossos dias)! Sou muito grata ao Softbol, levo as amizades e os valores que aprendi na minha vida pessoal e profissional, ainda mais nesse ano atípico! Obrigada pelo convite Samy! Me emocionei demais escrevendo e visualizando as fotos! Tantas histórias! Que nostalgia!

Um Feliz Natal a todos e um Próspero Ano Novo!


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