Annelise e Rose Portiolli

A nossa vida, o softbol, e ele – por Rose Portiolli

Projeto Histórias Especial: Annelise e Rose PortiolliConheci o Softbol quando tinha 8 anos, por convite de duas colegas da escola e da escolinha de esportes (Bruna e Titi Seguchi). Lembro que no dia que elas me chamaram para conhecer o Giants naquele sábado, quando falei para a Dona mãe, ela disse “ah que bom..”, provavelmente nossos pais conversaram depois disso, até porque no próximo sábado, às 8 da manhã, fomos para o campo com o Papi!

O resto do dia passou tão rápido! E as memórias são daquele cantinho no fim do campo “2” aonde o T-ball treinava. Voltei pra casa elétrica e convenci a Anne a ir comigo no domingo!!

Projeto Histórias Especial: Annelise e Rose PortiolliDepois daquele fim de semana eu recordo do Papi perguntando “você gostou mesmo? Tem certeza que quer voltar?” Entendi depois de velha o motivo da pergunta.

O softbol, como estávamos prestes a descobrir, exige um compromisso integral. Ele domina a vida, não apenas das atletas, mas muda a dinâmica da família inteira! Acaba por se tornar um dilema que todos dentro do esporte passam.

Projeto Histórias Especial: Annelise e Rose PortiolliEu nem pisquei na hora que disse sim. E daquele momento em diante, nunca mais parei. E tudo foi trocado por uma rotina de todo fim de semana, faça chuva ou faça sol, estarmos no campo!

Olhando para trás, não me lembro de ter tido consciência em nenhum momento sobre tudo que o Papi sacrificou por nós. Nunca pensei no que ele estivesse passando, no que ele tivesse deixado de fazer para passar os finais de semana nos acompanhando, mas só no que eu estava perdendo com os amigos da escola.

Projeto Histórias Especial: Annelise e Rose PortiolliAs viagens, e quantas viagens fizemos, muitas vezes com o Papi na direção. Com o cansaço de ter trabalhado a semana inteira até tarde, levando eu, a Anne e as colegas pra cima e pra baixo para participarmos de torneios e amistosos, atravessando cidades e Estados por nós.

Pois bem. “Papi”, “Tio Silvio”, “Tio”.. A palavra que melhor define o Papi é consistência. De caráter, de pessoa, confiança e resiliência.

Projeto Histórias Especial: Annelise e Rose PortiolliNão importa o dia, a circunstância, seu Silvio é um pilar. E nos olhos de seus filhos, nosso ídolo.

Como muitos presenciaram, uma de suas maiores qualidades é ajudar quem o rodeia, como ele puder. Generoso, sempre ofereceu de caronas a conselhos, encontrou até mesmo meios de fazer softbol brasileiro ganhar visibilidade fora do país e, assim, aumentar a oportunidade de nossas atletas jogarem no exterior.

Projeto Histórias Especial: Annelise e Rose PortiolliMesmo como filha, eu sei somente uma pequena parte do que o Papi fez por este esporte. Mas sei tudo que ele fez pelos seus filhos e sei que sempre foi de coração.

Fiz parte dessa jornada de mudança do esporte durante a maior parte da minha vida (2001-2015). Aprendi, chorei, ganhamos e perdemos, crescemos. E eu conheci o mundo, morando fora do Brasil há quase 10 anos. Tudo por causa desse esporte maravilhoso, que abre tantas oportunidades e que, sem exagero nenhum, só foi possível por causa do Papi. Assim, só tenho hoje que agradecer.

Papi, muito obrigada por tudo, do fundo do meu coração!!

Projeto Histórias Especial: Annelise e Rose PortiolliOuço dizer que quando temos filhos, prometemos o mundo, queremos protege-los, e incentiva-los a terem e seguirem seus sonhos.

Hoje, vejo que reestruturar tudo ao redor das escolhas dos filhos, se colocar em segundo plano e abrir mão da vida toda vai além da promessa de vê-los felizes.

Projeto Histórias Especial: Annelise e Rose PortiolliHoje, não consigo enxergar tudo o que o Papi fez por nós como nada além de sacrifício. Talvez, quando um dia eu tiver os meus filhos, eu deixe de sentir isso como um dever.

Mas hoje, eu só tenho a agradecer ao Senhor por levar a gente pra cima e pra baixo, com todo o “prazer” do mundo. Esse amor nunca vai ser esquecido ou superado! Muito obrigada e feliz dia dos Pais!

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