[Coluna] Bebida alcoólica e nutrição

Nutricionista Gilberto ManoJá virou rotina: principalmente no período que antecede o carnaval, e após ele também, meus pacientes sempre perguntam sobre o efeito colateral da ingestão de álcool! Não conseguem evitar a bebida alcoólica pelo forte apelo social do momento.

Como nutricionista, a análise precípua visa à saúde de cada paciente.

A individualização das dietas é realizada de forma a gerar certo “conforto” para a execução natural das refeições. Para que não haja “sofrimentos”. Sem radicalismos. Mas, obviamente, precisamos avaliar os efeitos colaterais.

Assim, seguem alguns esclarecimentos sobre o efeito do álcool no corpo.

Cerca de 90% do álcool ingerido é absorvido na primeira hora. Porém, a eliminação leva de seis a dez horas. Para simples compreensão: o organismo interpreta o álcool como se fosse açúcar fazendo com que o pâncreas produza mais insulina (para quebrar o açúcar no sangue). Com isso, o nível de glicose diminui e o indivíduo pode chegar a uma crise de hipoglicemia (o que explica a aplicação de glicose na veia – procedimento padrão –  nos casos de coma alcoólico).

Com a diminuição da glicemia normalmente há uma queda no desempenho. Isso acontece porque o carboidrato é a principal fonte energética do corpo.

As bebidas alcoólicas não têm nenhum valor nutricional. Contêm apenas muitas calorias vazias. Cada grama de álcool possui sete calorias.

O álcool inibe o hormônio antidiurético (provocando aquela vontade ininterrupta de ir ao banheiro). O corpo perde líquido e a há uma maior concentração de toxinas no sangue em um curto espaço de tempo.

Outro efeito colateral negativo das bebidas alcoólicas, assim como da cerveja é  o aumento da pressão sanguínea.

Ao ingerir cerveja, por exemplo, o processo de desidratação colabora para a perda de vitaminas hidrossolúveis, assim como de importantes minerais como cálcio, zinco e magnésio, que são fundamentais para o processo de contração e recuperação do músculo. Há considerável produção de gases pelo processo de fermentação da cerveja, o que leva à distensão do abdômen, criando a famosa “barriga de chopp”.

De acordo com algumas pesquisas, o consumo excessivo da bebida afeta também a síntese proteica, influenciando negativamente o processo de ganho de massa muscular, uma vez que o nível de testosterona diminui e o de estrógeno aumenta.

Então, qual a quantidade recomendada para consumo?

Não existe uma quantidade recomendada de consumo, pois o álcool apresenta diversos riscos para a saúde. Especialistas alertam que, quanto menor uso da bebida, melhor.

A busca pelo melhor desempenho atlético envolve uma série de fatores. Esforço e dedicação encontram-se no topo desses fatores para obtenção do resultado satisfatório. Sem eles, não se chega aos objetivos. Não há milagre!

Além da atenção com à ingestão da cerveja, é preciso ter uma alimentação balanceada.

Lembro: um acompanhamento especializado é essencial para a obtenção dos resultados. Não hesite em procurar ajuda de profissionais da saúde para alcançar seu sucesso.

Nutricionista Gilberto Mano

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