Primeira parte da participação do Brasil no V Torneio Internacional de Softbol Masculino

859d3a_389be0f2f51049bd8a387c43d547d4camv2_d_3921_2592_s_4_2Voltando à realidade, é difícil definir a forma de contar toda a trajetória desse grupo, dessa seleção.  Se fosse falar apenas da viagem, seria injusto com aqueles que nos ajudaram tanto para que tudo pudesse acontecer. Se, talvez, o foco fosse apenas nas dificuldades que tivemos não seria fidedigno com tantas conquistas e alegrias que tivemos nessa viagem e, por isso, resolvi separar a viagem em 5 partes (Início, impressões, jogos, números e agradecimentos).
Hoje eu vou contar um pouco das dificuldades de montar essa seleção e da nossa viagem e as primeiras impressões.
O Início
859d3a_4fa533507b674015b574f3ef1be04fb8mv2A formação dessa seleção começou de alguma forma no torneio que organizamos em junho no Anhanguera Nikkei Clube. Desde lá estávamos pensando em uma possível seleção, mas ao que nos parecia que só aconteceria no ano que vem.
No dia 22/09 Paulo Tanaka, coordenador internacional do softbol feminino, me liga e fala “Cara, precisamos conversar, temos um convite para um torneio internacional. Precisamos montar uma seleção”, marcamos uma reunião para o dia 24/09 no Cooper Cotia, estava rolando o brasileiro do sub-17. Nos encontramos às 09:30 da manhã e ele fala “Argentina nos convidou para um torneio que vai acontecer entre os dias 09 e 20 de novembro”, minha resposta e dos outros integrantes da comissão “IMPOSSÍVEL”.
Após uma longa conversa, explicamos os problemas, as dificuldades e o porquê seria impossível mandar uma seleção por tanto tempo para fora do país. Tanaka pensou por um instante, se levantou, pegou o celular e dentro de alguns minutos voltou “ E se for apenas entre os dias 15 e 20, conseguimos?”, se me perguntarem não saberei responder o porquê concordei com isso, mas a resposta foi “Pode deixa com a gente”.
Voltei para casa e o que eu tinha em mente era “Ok, quem chamar? Quem será o técnico? Comissão técnica?” O primeiro passo após isso foi formar um grupo com as pessoas que estão envolvidas diretamente com o soft masculino e conversar (mas conversar muito mesmo) sobre essas duvidas e chegar a um consenso final.
Magicamente no dia 10/10 a seleção estava montada, comissão formada e lista de jogadores finalmente divulgada. Mas com isso novos problemas surgiram: Uniformes, bonés, materiais, bolas, passagens, blusões e tantos outros que tivemos de resolver em tempo recorde.
Além desses problemas, tivemos que resolver um problema crônico: Treinamentos. Montamos uma seleção com jogadores de Brasília, São Paulo, Curitiba, Londrina, Presidente Prudente e Adamantina. Como juntar essas pessoas? Optamos por treinos regionais e nos juntar para treinar com a maioria do time no torneio que aconteceria em Curitiba, UM final de semana antes da viagem.
Nesse meio tempo, tivemos apenas quatro possibilidades de treinamentos. E lá vamos nós para Curitiba, nos conhecer como time e como seleção. E não poderia ter sido melhor. Desde o primeiro momento os jogadores se deram bem, se integraram e fortaleceram como grupo. Jogamos apenas quatro jogos juntos (faltando ainda 04 peças fundamentais para o jogos grupo, nosso catcher, lefto, interbases e um auxiliar técnico), conseguimos ser campeões do torneio e dar uma elevada em nossos ânimos.
A Viagem/Primeiras impressões
Dia 15/11 às 04:30 da manhã todos reunidos no Aeroporto Internacional de Guarulhos, os que faltaram em Curitiba estavam presentes e pela PRIMEIRA vez estávamos com o grupo completo. Passagens distribuídas, check-in feito, malas despachadas e lá vamos realizar um sonho: dar um passo gigante para o softbol masculino brasileiro.
Como não poderia deixar de ser, o bom humor e a alegria foram marca registrada da nossa seleção e por onde passávamos atraíamos olhares curiosos e palavras de apoio. Tem quem diga que os argentinos não gostam dos brasileiros, mas isso é mentira. Do momento que pisamos na Argentina, ao momento que saímos do país fomos bem tratados, respeitados e acolhidos pelos nossos hermanos.
Chegando em Rosário, pegamos um ônibus até Parana, a capital do softbol argentino. Nossa primeira parada foi no restaurante Nicássia onde tivemos que comer uma Parrilla, (fica a dica). Nos levaram para o hotel em duas vans e saímos quase na sequencia para assistir aos jogos amistosos da seleção da Nova Zelândia e da República Tcheca.
E para ser sincero, assustamos com o que vimos. Softbol de altíssimo nível, arremessadores com uma velocidade que só conseguimos acreditar porque estávamos lá vendo, arremessos que variavam entre 105km/h e 125km/h, algo surreal para nós. Mas isso só nos motivou ainda mais.
No dia 16/11 programamos o dia para começar cedo e aproveitar ao máximo. Marcamos treino para às 10 da manhã até a hora do almoço, descansaríamos um pouco e às 14hrs jogaríamos contra a seleção juvenil da Argentina, bicampeões mundial na categoria. Porém, quando acordamos uma forte chuva castigava a região.
Cancelamos o treino, pois não havia condições, e fomos para o campo para almoçar e acompanhar o congresso técnico que iria acontecer às 14hrs. Pela chuva acreditávamos que não haveria jogo, mas quando a chuva deu uma trégua o campo ficou seco, sem poças, dando condições de jogo. E fomos nós, conhecemos os três arremessadores argentinos que iriam nos ajudar e para quem não acreditava, batemos os campeões mundiais em 8 entradas, começando com o pé direito a nossa jornada.
Jantamos e vimos a Nova Zelândia jogar contra um time da região e voltamos a campo para enfrentar a Argentina juvenil. O tempo tinha que ser aproveitado da melhor maneira possível. Fizemos um jogo curto, de apenas 3 entradas para colocar os nosso arremessadores para jogar e rapidamente voltamos para o hotel, pois no outro dia começaria a nossa jornada.
[Continua…]

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